Download Free – Revista Fabulário nº 2

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Em 2008 eu e alguns amigos tínhamos um coletivo ativo e borbulhando de vontade de pesquisar, discutir e produzir literatura fantástica, chamado Fabulário. Estávamos em quase todos os eventos e feiras, na margem do mainstream e do underground, tentando absorver e desvendar o território dessa literatura de nicho, investigando seus problemas, soluções e possíveis futuros.

As reuniões eram riquíssimas para mim, apesar das dificuldades de nunca termos um bom espaço, horário ou tempo para colocar em prática todos os planos que surgiam nas tardes e madrugadas de conversa.

Cobrir eventos, fazer artigos para nosso blog e as reuniões em si eram atividades prazerosas, mas sem dúvida a discussão da nossa produção era o que mais me animava e a divulgação do nosso fanzine, uma luta empolgante.

Quando eu cheguei no coletivo em 2007, a luta já tinha começado. Fui convidado por meu amigo Luíz quando o grupo estava com o primeiro fanzine saindo do forno, pronto para ser lançado na II Mostra de Curtas Fantásticos de Ilha Comprida.  Para saber como foi essa história clique aqui! Se preparem, pois era um mundo saindo da internet discada, listas de discussões e Orkut.

Após o Fanzine nº1 “E ninguém nunca mais…”  se seguiu uma longa jornada de eventos, vendas para amigos e inimigos e muita conversa, nesse meio tempo, fizemos uma edição em inglês com 3 capas colecionáveis e a lançamos em Paraty, fazendo nossos escritos chegarem nas mãos de ninguém menos, ninguém mais que Neil Gaiman, que fez uma palestra por lá naquele ano.

E pegando um gancho em um artigo escrito por Tadeu no primeiro zine e também em sua pesquisa detalhada de Fausto de Goethe que decidimos desenvolver o nosso segundo Fanzine com a temática de pactos e as relações fáusticas.

Não se sabe se pelo dedo do próprio tinhoso caído, ou pelos desígnios dos anjos dos céus, esta edição nunca foi produzida e lançada. Logo depois de a termos finalizado, o coletivo entrou em um hiato do qual não se levantou de verdade até hoje, apesar de algumas tentativas.

Por isso, aproveitando o blog, achei que seria um ótimo espaço para disponibilizar as duas edições da Revista Fabulário, para download Free! é isso mesmo! totalmente de graça! haha.

A edição que conta com minha contribuição é a nº2 Relações Fáusticas, o conto que escrevi chama “Três lampejos sobre sete vidas alternativas” que também vou postar no meu blog Caixa dos Contos em breve dando mais detalhes da sua produção. Fiquem agora com os pdfs que também podem ser encontrados na sessão de Downloads do site.

 

Revista formato zine sobre literatura fantástica desenvolvido pelo Coletivo Fabulário
Revista Fabulário nº 2

Revista Fabulário (english version)

Fabulário Magazine (English Version)

Revista Fabulário #1
Revista Fabulário nº 1
Revista Fabulário Beta
Revista Fabulário Beta

Capa alternativa Fabulário

Essa ilustra foi uma capa teste para a revista do “Fabulário“, se vc frequenta o blog já sabe o que é, se não, o Fabulário é um coletivo de arte e literatura que faço parte. a nova edição tem uma ligação com fausto, e a noite de Walpurgis (uma noite das bruxas pode se dizer, onde vários seres estranhos fazem a festa e tem uma referencia no Fausto do Goethe ) foi escolhida como tema possivel para a capa.

para mais detalhes vejam o blog do Fabulário.

Capas Fabulário – Devaneio 19




Técnica: colagem, fotomontagem – photoshop

Capas do Fabulário “Special Edition # 1”

Olá a todos, para quem não sabe, faço parte de um grupo de discussão de ficção fantástica nas artes (o Fabulário) onde produzimos uma revista independente. Estas foram as capas da nossa primeira edição totalmente em inglês, estamos a caminho da segunda edição em português com contos, artigos, resenhas, quadrinhos, ilustrações e etc.

Para ficar sempre por dentro das novidades do Fabulário visite nosso blog que tem sempre alguma postagem interessante sobre assuntos relacionados ao universo fantástico.

E em seguida mais um devaneio

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São folhas o vento e cais.

São folhas, são ventos, são águas.

São mastros, o frio, e o cálido.

São pétalas, escárnios e fantasias.

São lagrimas que os olhos assediam.



São belos sonhos in-reais,

São belos… distantes temporais.

São carne e sangue divididos.

São os que não pode ser unidos.



São bocas, beijos e abraços,

São desejos que não serão realizados

São rosas que morrem no armário

São poemas e amores rejeitados.



São folhas que ao vendo são levadas

Pra as margens das águas salgadas

E nos mastros de um frio navio,

Se leva um cálido coração partido.



São pétalas, são lagrimas…

São todas as coisas que foram deixadas.

Fantasias de dias inesquecíveis

São belos sonhos… sonhos que não podem ser vividos.



São rosas, beijos e temporais,

São tudo que amei e me distanciam do cais

São tudo que não tenho,

E tudo que eu finjo não querer mais.