
Olá amigos, após um longo tempo sem atualizar minhas redes (Instagram,
Facebook e o Site), hoje estou finalmente voltando a ativa em meus projetos em arte, ilustração e literatura.
Felizmente, com muitas novidades sobre projetos novos que vão ser finalizados esse ano, como também recapitular algumas conquistas do longo caminho que venho trilhando até aqui.
Também quero discutir aqui algumas dificuldades e momentos de incerteza que se passaram nos últimos meses e como mudei depois desses momentos. Então… vamos lá!
Em 2009 tinha acabado de me formar em arte com méritos na Belas Artes de São Paulo, me sentindo no meu melhor momento artístico, descobrindo o início da minha poética e explorando os meus processos pictóricos com a série de trabalhos “De onde os Medos Crescem”. Com essa pesquisa tirei nota 10 no meu TCC e o convite para expor no próximo ano na faculdade.
A exposição 11 Lições foi a minha segunda coletiva na B.A, e contou com ótimos trabalhos de grandes amigos artistas. Como nossa primeira mostra formados e com o apoio da universidade na divulgação, contatos com críticos e galeristas, a nossa expectativa com a repercussão do evento eram grandes, e em grupo, nós, os 11 artistas participantes, buscamos tirar o máximo desse acontecimento.
Infelizmente, a vida real é mais complicada que o roteiro de um filme, e a
mostra foi apenas uma experiência para meu currículo e não rendeu nenhum outro convite ou contato que pudesse me ajudar a ir além.
Mas isso já era esperado, o circuito de arte sempre se mostrou de portas bem fechadas para mim, a tentativa de entrar em um sistema feito para pessoas ricas, brancas, de berço e com contatos sempre me pareceu uma conquista impossível.
Porém não desisti mesmo assim e em 2010 e 2011 desenvolvi o projeto
“Maleta Existência I” era um conjunto de 3 catálogos contendo meus
trabalhos, pesquisas e projetos. Produzi um número de 100 exemplares e enviei em torno de 50 cópias para os principais museus, galerias, críticos de arte e centros culturais.
Como retorno, apenas um crítico, que agradeceu pelo material e com palavras diretas disse resumidamente “o caminho da arte é difícil, e mesmo aqueles que tem algo a dizer podem levar muito tempo para ver seu trabalho reconhecido”. E ele não estava brincando…
Os anos foram seguindo, e eu tentando produzir arte enquanto trabalhando
como Designer Gráfico, sempre com empregos que pagavam mal e muita cobrança.
Anotando em meus cadernos os trabalhos de arte, contos e livros, porém sem tempo para executá-los de verdade. Conseguindo ao menos uma vez por ano ter uma série nova de desenhos, pinturas, objetos ou fotografias… submetendo portfólios a inúmeros salões de arte… na esperança de ser chamado para algum e quem sabe, aí sim, entrar no circuito.
Mas parecia que eu estava sempre perto e distante de conseguir algo, e as
dúvidas começam a surgir…. Será que meu trabalho é realmente bom? Será que estou produzindo arte contemporânea? Será que consigo me passar como pertencente ao panteão de ARTISTAS de verdade? O que tenho que mudar então? Como evoluir?
E fui então em busca de livros, frequentando aberturas, galerias museus…
andando a pé, pegando metro, ônibus para chegar nos espaços expositivos tão distantes para mim, que demandavam tanto trabalho para apenas conhece-los… imagine para fazer parte deles?
Consegui entrar para uma expo de trabalhos coletivos “Troy-art”,
depois para um catálogo de Galeria (em um salão pago… no Rio) e depois
finalmente, em 2016, fui selecionado em uma submissão para uma expo coletiva em um Centro cultural em Santos… E aí nvamente a chama se acendeu… talvez seja agora que eu entre para os circuitos, quem sabe consiga vender algum trabalho… quem sabe algum critico veja minhas obras. Ou quem sabe, consiga outros espaços para expor….
A exposição “De onde os medos ganham força” foi linda e trabalhosa
de organizar. A prefeitura de Santos fornecia apenas o espaço, todos os outros custos seriam por minha conta. Por sorte, em minha carreira como Designer, conseguia poupar alguma grana para financiar meus projetos de arte, e com a ajuda de família e amigos, consegui levar para Santos 13 obras, compostas por desenhos e pinturas. A minha curadoria tinha o intuito de apresentar a trajetória até o momento da minha linguagem visual, e como eu buscava desenvolver a pintura.
Fiz ampla divulgação, enviando e-mail e convites para críticos, museus e
galerias novamente. Porém por ser em Santos, sabia que seria difícil para
qualquer um comparecer a vernissage que seria em uma Sexta a noite.
Apesar da esperança de algo grande acontecer, não fiquei decepcionado por
não ter um público tão grande na minha abertura, e pude contar com família e amigos fazendo parte daquele momento mágico… Sempre via como mais uma barreira vencida, mais uma vitória, mesmo que mínima. E assim seguia em frente.
Em 2017 consegui mais uma mostra individual, agora em São Paulo no Centro Cultural na Zona leste, e levei alguns desenhos e novas pinturas. E também uma exposição alternativa de um coletivo, onde fiz uma Pintura da minha pesquisa afrofuturista em um Prato.
Parecia que agora eu só tinha que manter essa média, e seria fácil…. Uma expo por ano, seja onde for, seria algo muito positivo para eu divulgar e espalhar minha arte.
Fiz o meu site novo, investi na minha página no Facebook e no Instagram… e 2018 prometia ser ainda melhor. E de fato foi.
Consegui 2 espaços expositivos para esse ano, onde levei minhas pesquisas de desenho “o corpo negro” e “Imagens Vestígio”, e nesse meio
tempo também passei a trabalhar como Professor, deixando de lado a carreira no DG.
Isso me deu mais tempo livre, porém aprender a ser um professor para ensino fundamental foi um novo desafio, e a rotina de preparar aulas, estudar e produzir arte se tornou muito cansativa.
Dessa forma que chegamos a 2019, cansado, com 4 exposições individuais nos últimos 4 anos, porém que não trouxeram novas oportunidades para o ano. Porém meu foco seria a publicação do meu primeiro livro, e escolhi o projeto de Poesia que estava engavetado.
Desenvolvi o “Pedra Polida” enquanto estudava desenho, arte, francês e ser professor… Não foi fácil. Porém quando finalmente tinha em mão a versão final do meu livro, tudo tinha valido a pena, até mesmo carregar os livros por 7 quarteirões.
Consegui o espaço para o lançamento em Suzano, no Centro cultural da cidade.
Em uma sexta-feira novamente, após o horário de trabalho. Novamente contando com minha família e amigos, foi uma festa linda, e uma experiência única e mágica. Tinha conseguido vencer mais uma batalha, apenas usando minha vontade de criar arte e produzir.
Mas após o lançamento, me senti totalmente esgotado, e desde então não
consegui mais produzir arte. Sem escrever, sem desenhar, sem pintar. Pareceu que minha vontade tinha sido totalmente sugada. Uma barreira se fez entre mim e meu trabalho criativo… tudo parou.
Nesses 10 anos em busca de me estabelecer como artista, nunca parei de fato de produzir, porém por necessidades diárias, diminui bastante minha criação em todas as áreas, mas aparentemente tinha chegado em um esgotamento total.
Estava precisando de férias do estado de mente criativo, e ainda preciso.
Precisava parar para organizar prioridades e depois executar uma coisa de cada vez. Minhas tentativas de fazer um pouco de cada coisa, não estava dando muito certo.
Entro então em 2020 com o propósito de não parar e não desistir nunca. E de ir além. Tendo a literatura e arte sempre como meus maiores guias.
Este ano vou divulgar ainda mais meu trabalho, estudar e produzir ainda
mais. E pretendo me abrir ainda mais para o mundo. Por isso a primeira coisa que estou fazendo é finalmente tirar do papel o meu canal no YouTube, com vídeos que vão mostrar minha produção, pesquisas, discussões sobre artistas, tipos diferentes de arte e me conectar ainda mais com quem quer consumir minha arte.
Em um segundo momento este ano, também pretendo lançar dois livros. O primeiro será um romance adulto, que vai falar de vários assuntos relativos ao homem preto na sociedade atual. E também um livro infantil, projeto chamado Beto & Bene, que vai buscar incentivar a criatividade da juventude preta.
No campo da arte, duas séries novas vão compor ao menos uma mostra de
desenhos no segundo semestre, e também a Maleta “Existência II” vai ser lançada até o final do ano, e enviada novamente para críticos, museus e
galerias.
Para quem está interessado em fazer parte dessa minha jornada, na loja do meu site, vocês vão encontrar vários materiais aqui citados. Dentre eles a Maleta Existência I e também o Livro Pedra Polida.
E para ficarem por dentro das festas de lançamentos e eventos futuros, sigam minha página no Facebook.
Conto com todos vocês, amigos, familiares, fãs e desconhecidos nessa jornada em busca de tornar o mundo um lugar mais agradável de se viver com a arte.
Muito Obrigado!
Diogo Nogue 26/02/2020